terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Três

Estamos felizes: Este blogue quase não existe. A Nação progride. Numa semana há Eleições na Galiza, metáfora da Espanha. Três partidos distintos e um só deus verdadeiro. Melchor, Gaspar e Baltazar. Pai, Filho, Espírito Santo. Groucho, Chicco, Harpo. Pai, Mãe, Filho. Rei, Raínha, Príncipe. PP, PSOE, BNG. Marx, Engels, Lenine. Um francês, um inglês e um galego. Rosalia, Curros, Pondal. Românico, gótico, barroco. Amor, amigo, escarnho-e-maldizer. Pinta, Niña, e Santa María. Tintim, Hadoque, Milu. Executivo, legislativo e judicial. Narrativa, poesia, teatro. Galiza, Portugal, Brasil. Paleolítico, Mesolítico, Neolítico. Cobre, Bronze, Ferro. Galiza, Euskadi, Catalunha. Quéops, Quéfren e Miquerinos. Dórico, jónico e coríntio. Martelo, bigorna e estribo. Apresentação, desenvolvimento, clímax. Base, fuste e capitel. Pedra, papel, tesoura. Athos, Porthos, Aramis. Núcleo, manto, crosta. Protão, electrão, neutrão. Sócrates, Platão, Aristóteles. Sólido, líquido, gasoso. Veni, vidi, vici. Terra, Lua, Sol. Ego, id e superego.

As três idades da vida. Os três actos do drama. As três refeições do dia. As três filhas dos romances. Os três personagens das piadas. Os três crucificados. As três medalhas olímpicas.

E nós três, vamos votar? Sim, Não, Depende.



3 comentários:

  1. Bom, melhor, insuperável. Sublime o seu blogue. Parabéns, continue e adiante.

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  2. Obrigad@s de coração, Anónimo, pelo seu encorajante comentário. Levamos muitos anos a resistir na sombra do mais brutal silenciamento. Talvez agora comecemos a ver sentido à nossa luta.

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  3. Opções-por-três, todas elas na realidade miragens criadas pelos mesmíssimos Borgs durante o seu domínio de três universos paralelos.

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