
A capital de todas as nações modernas chama-se Ania, ou equivalente: Anía em español, Tenship em inglês, Oyenneté em francês.
Recentemente, a direita intervencionista espanhola (partido PSOE) estabeleceu uma matéria obrigatória no ensino secundário para render culto à capital: a Educación para la Ciudad Anía. Os seus conteúdos são como ser bons vizinhos, como não lapidar cães, como "tolerar" os indesejáveis, ou como votar na direita.
Isto não é novo: O culto à Cidade Ania ou equivalente está presente em muitas Nações. Nas anglófonas, valora-se algo assim como a education for CitiTenship. Nas francófonas, l'éducation pour la Cit-Oyenneté... E assim por diante.
Na Nação Franquista havia uma peculiar matéria chamada Formación del Espíritu Nacional. Durante a Pós-Ditadura, introduziu-se a Ética como alternativa à Religión. A diferença da Educación para la Ciudad Anía, nestas matérias estudava-se como ser bons vizinhos, como não lapidar cães, como tolerar os indesejáveis, ou como votar na direita.
Mas hoje a outra direita espanhola, o búnker liberal (partido PP), os bispos abutres e outros aforçados activistas opõem-se a render culto à deusa Anía. Um número espectacular de pais de estudantes (100 de 200.000 em todo o Reino) fazem "objecção de consciência" e refusam que os seus filhos cursem a matéria por medo à Contaminação Mental. Reclamam o direito dos pais a escolherem o casco nacional dos seus filhos.
A pseudo-batalha entre nações está servida: entre uma Espanha direitista que quer ter por capital Anía, e uma Espanha direitista que tem por capital Madriz.
É uma velha luta vintecentista, até oitocentista, que inocula na Mente Nacional uma útil miragem de debate.
E os sujeitos nacionais opinam, opinam... No entanto, @s estudantes reprovam Geografia.

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